MESSSpace: o novo espaço criativo da MESSS em São Paulo

Na Vila Madalena, em São Paulo, um espaço de 780 m2 materializa uma ideia simples, mas pouco comum: e se o escritório deixasse de ser apenas cenário e passasse a atuar como ferramenta ativa de criação?

É a partir dessa lógica que nasce o MESSSpace, sede da MESSS. Mais do que um
endereço, o projeto funciona como extensão direta da forma como a agência pensa, cria e se movimenta. Aqui, a arquitetura não organiza apenas fluxos, ela sustenta processos.

“O MESSSpace surge como desdobramento de uma lente muito clara sobre o agora, que
sempre orientou a MESSS. Não é um gesto arquitetônico isolado, mas uma resposta natural a uma forma de pensar que já existia e pedia expansão”, conta Giulia Braide,
sócia-fundadora e diretora executiva criativa.

Assinado pelo arquiteto Lucas Florentino, o projeto parte de um encontro de linguagens.
Mais do que uma escolha técnica, havia um alinhamento evidente entre a forma como ele
pensa arquitetura e a maneira como a MESSS constrói suas ideias. Ao longo do processo,
Giulia e Arthur Chini, sócio-fundador e diretor executivo, acompanharam de perto cada
decisão, garantindo que o espaço traduzisse, com precisão, a lógica da marca.

Distribuído em dois níveis, o escritório se organiza em fluxo contínuo. No térreo, áreas de
trabalho, estúdio, salas de reunião, cabines acústicas e espaços de convivência se
entrelaçam sem rigidez, criando um ambiente que acompanha o ritmo real da criação. A
presença de um estúdio integrado elimina distâncias entre ideia e execução - tudo acontece ali, quase sem mediação.

“O principal desafio foi traduzir, no espaço, a fluidez e a funcionalidade que já fazem parte do dia a dia da MESSS, criando uma estrutura que acomodasse o time com conforto sem perder a dinâmica de troca e movimento”, explica Lucas Florentino.
A materialidade reforça essa sensação de processo em andamento. Madeira imbuia e aço inox escovado dividem o protagonismo com uma base clara e luminosa, enquanto
elementos mais brutos, como concreto e superfícies minerais, aparecem quase em estado natural, como se o espaço assumisse que nada ali é definitivo.
Nos detalhes, a identidade se revela sem excesso. O roxo, assinatura da MESSS, surge em pontos específicos, como nos canos aparentes, tensionando a neutralidade e marcando presença de forma sutil, mas precisa. Há também um cuidado evidente na construção da atmosfera. A entrada desacelera o ritmo externo, funcionando como uma espécie de transição. Ao longo do percurso, lounges e áreas informais convidam à pausa, enquanto as salas de reunião partem de usos reais, mais próximas de encontros do que de formatos engessados.

A dimensão cultural do MESSSpace se constrói de forma igualmente intencional, a partir de uma curadoria artística estruturada. Em parceria com a CAVE Galeria, o espaço abriga
exclusivamente obras de artistas nordestinos, estabelecendo um posicionamento claro
sobre descentralização e construção de repertório. Nesse sentido, a escolha não é apenas estética, mas conceitual. “A criatividade sempre foi sobre construir pontes, não reforçar centralizações. Existe uma escolha consciente em trazer artistas nordestinos para dentro do espaço, ampliando repertórios e tensionando o olhar sobre onde a relevância é produzida”, afirma Giulia. As parcerias seguem essa mesma lógica de construção. A Westwing integra o projeto como responsável pelo mobiliário, contribuindo para um ambiente que equilibra estética e funcionalidade sem excesso: um espaço que acolhe, mas que também sustenta ritmo e processo. Ao mesmo tempo em que responde às necessidades internas da equipe, o MESSSpace se posiciona como uma extensão da própria marca, preparado para receber clientes, parceiros, imprensa e ativações. Mais do que um lugar de trabalho, ele opera como plataforma, um ambiente vivo, onde ideias são desenvolvidas, testadas e compartilhadas.

“No fim, o MESSSpace não se organiza a partir de uma intenção estética, mas de uma
lógica de pensamento. A forma é consequência. E é nesse ponto que ele se alinha à
MESSS: não nasce para representar, mas como desdobramento direto dessa forma de
pensar e construir ideias, finaliza Giulia.


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